o Inverno é uma época muito pesada. As pessoas ficam mais fechadas e distantes, cada uma procura a melhor forma para a sua satisfação própria, uma melhor forma de se aquecer, se abrigar, se vestir. Eu diria, que as pessoas que conseguem, congelam suas vidas no inverno, se fecham e isolam eu seu prórpio mundo, deixando para voltarem a viver quando já não for mais tão frio e sacrificante fazer as coisas, quando for mais fácil de viver e menos frio, quando tiverem mais energia.
Eu enchergo de outra maneira, diferente da maioria. Diria que no inverno, o mundo anda em camêra lenta, de modo em que todas as pessoas caminham em minha volta rapidamente como se estivessem com muita pressa, sempre correndo contra o tempo, contra o vento, contra o frio e os perigos da rua. Enquanto isso eu apenas vago pelas ruas sentindo o vento frio em meu rosto e me arrepiando a espinha ao mesmo tempo em que um sorriso brota em meu rosto, um pensamento 'o inverno é fascinante' e uma vontade incontrolável de lutar contra esse frio, de ser mais forte do que ele, desafiá-lo e seguir em frente.
Enquanto todos o temem e fogem dele, você o enfrenta se tornando mais forte e resistente, enquanto sua vida roda em camêra lenta, minutos equivalem a horas, horas a dias e dias a meses e anos. Você acaba perdida no tempo, que não é o tempo real, mas é o tempo, o seu tempo. Quanto a isso não existem objeções, se você decidir gastar seu tempo durmindo, ou em frente a um pc, ao término de cada dia você terá a certeza que o tempo passou rápido demais e no fim das contas, nada foi feito, nem aprendido, nem acrescentado, foi apenas mais um dia em sua vida que se arrastou, mas em um piscar de olhos acabou.
Eu aconselharia ver pessoas, distribuir sorrisos e abraços, curtir seus amigos, a natureza, tudo que estiver dentro do seu alcance, porque se for assim ao término do seu dia haverá um sorriso em sua face e em seu corpo um cansaço de quem passou alguns dias sem durmir, só curtindo.
Quando você parar para pensar o que você fez da sua vida, e dos seus dias, quais os tipos de lembranças que você vai querer levar para si?
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Dois dias se passaram e nós conversávamos como se já nos conhecessemos antes. Convidei-a para saiemos, era sábado a noite, ela logo aceitou dizendo que iria certo, não acreditava que ela realmente fosse, mas estava muito anciosa para ve-la novamente. Tudo parecia estar dando errado com a nossa noite, já não tinhamos mais lugar para ir, nem o que fazer, e nada daquela estranha aparecer. Quando me dei por conta, lá estava ela, aquele feixe de luz surgindo por entre os meus amigos.
Todos juntos discutimos o que faríamos, e logo tudo já havia se ajeitado como deveria, haviam pessoas, uma casa, comida, bebida e fumo. Atravessamos a cidade naquela noite quente, chegamos, nos aprochegamos, e todos pareciam de alguma forma sintonizados, cada um sabia o que deveria fazer e todos trabalhando em conjunto faziam tudo acontecer mais depressa.
Lembro-me bem de como tudo começou, estávamos deitadas lado a lado observando um lindo céu estrelado e escutando o barulho do mar, aquelas ondas atravessavam nossa mente e nos levavam flutiando pelo mar. A única voz que ecoava em minha mente eram as palavras doces daquela menina, aquela voz que falava sem exitar por um segundo e sua gargalhada todas as vezes que nos olhávamos ou comentávamos algo em voz alta.
A primeira frase que me lembro de ter dito foi 'Cara, estamos conversando por pensamentos! Minha voz também está na tua cabeça?' a resposta foi um 'ahaaaam' acompanhado de risadas infinitas. Havia uma barreira em volta de nós, que nos separava do mundo real, podiamos enchergá-la e até mesmo tocá-la, e as 2 pessoas que estavam conosco não entendiam nada apenas davam risadas e tentavam entender, tinham exposto em suas faces que estavam confusos e queriam nos entender, queriam fazer parte daquilo, mas era algo muito maior, algo que ninguém poderia entender, só pessoas de coração puro conseguiriam.
No término daquela noite, saímos de lá com sorrisos estampados em nossas faces, e uma certeza, havia uma nova ligação entre nós duas, uma ligação eterna, de alma, uma coisa que não é desse mundo, algo incompreensível. Viajamos de volta para a cidade, saímos daquela praia de sonhos, eu diria que aquele lugar, aquela casa tem todos os tipos de vibrações e energias, aquele santuário, que nos fazia sonhar, voar, flutuar e achar graça de tudo, aquele lugar era abençoado, e somente quando colocamos os pés para fora do ônibus tivemos a certeza de estar de volta, mas de que nada daquilo teria sido um sonho.
Todos juntos discutimos o que faríamos, e logo tudo já havia se ajeitado como deveria, haviam pessoas, uma casa, comida, bebida e fumo. Atravessamos a cidade naquela noite quente, chegamos, nos aprochegamos, e todos pareciam de alguma forma sintonizados, cada um sabia o que deveria fazer e todos trabalhando em conjunto faziam tudo acontecer mais depressa.
Lembro-me bem de como tudo começou, estávamos deitadas lado a lado observando um lindo céu estrelado e escutando o barulho do mar, aquelas ondas atravessavam nossa mente e nos levavam flutiando pelo mar. A única voz que ecoava em minha mente eram as palavras doces daquela menina, aquela voz que falava sem exitar por um segundo e sua gargalhada todas as vezes que nos olhávamos ou comentávamos algo em voz alta.
A primeira frase que me lembro de ter dito foi 'Cara, estamos conversando por pensamentos! Minha voz também está na tua cabeça?' a resposta foi um 'ahaaaam' acompanhado de risadas infinitas. Havia uma barreira em volta de nós, que nos separava do mundo real, podiamos enchergá-la e até mesmo tocá-la, e as 2 pessoas que estavam conosco não entendiam nada apenas davam risadas e tentavam entender, tinham exposto em suas faces que estavam confusos e queriam nos entender, queriam fazer parte daquilo, mas era algo muito maior, algo que ninguém poderia entender, só pessoas de coração puro conseguiriam.
No término daquela noite, saímos de lá com sorrisos estampados em nossas faces, e uma certeza, havia uma nova ligação entre nós duas, uma ligação eterna, de alma, uma coisa que não é desse mundo, algo incompreensível. Viajamos de volta para a cidade, saímos daquela praia de sonhos, eu diria que aquele lugar, aquela casa tem todos os tipos de vibrações e energias, aquele santuário, que nos fazia sonhar, voar, flutuar e achar graça de tudo, aquele lugar era abençoado, e somente quando colocamos os pés para fora do ônibus tivemos a certeza de estar de volta, mas de que nada daquilo teria sido um sonho.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Minha caixinha de sonhos foi violada e bagunçada pelo menino dos olhos brilhante. Quem diria que aquele menino das órbitas azuis seria capaz de penetrar em meus sonhos, sendo que ninguém antes havia sequer descoberto onde a caixa estava escondida.
E logo ele, logo aquele garoto, aquele loucu que vivia com tanta vontade, e veio se aprochegando como quem não queria nada, e cada dia que passava descobria mais um de seus segredos escondidos e inexploráveis.
Mas, a forma dele de explorar esses sonhos era da mesma forma que uma criança olha fascinada para um brinquedo novo que nem sabia que existia, e brinca com ele até não poder mais e em seguida o deixa quebrado e esquecido em um canto do quarto.
E na realidade, não era bem assim que você queria que eles fossem descobertos, mas sim como aquela criança que ganha um brinquedo que tanto sonhava e apenas admirava da vitrine, e que quando ganha brinca com o maior cuidado para não quebrar, quando o perde ou estraga vai chorando para a mãe, e o guarda para o resto da vida por ter sido o mais interessante e sonhado brinquedo de sua infância.
No meio de toda essa bagunça, está na hora de reorganiza-los e fechar a caixinha e esconde-la novamente longe de olhos fascinados que não saibam como brincar. Deixar os meus sonhos apenas para mim, e pra quem os puder realizá-los.
E logo ele, logo aquele garoto, aquele loucu que vivia com tanta vontade, e veio se aprochegando como quem não queria nada, e cada dia que passava descobria mais um de seus segredos escondidos e inexploráveis.
Mas, a forma dele de explorar esses sonhos era da mesma forma que uma criança olha fascinada para um brinquedo novo que nem sabia que existia, e brinca com ele até não poder mais e em seguida o deixa quebrado e esquecido em um canto do quarto.
E na realidade, não era bem assim que você queria que eles fossem descobertos, mas sim como aquela criança que ganha um brinquedo que tanto sonhava e apenas admirava da vitrine, e que quando ganha brinca com o maior cuidado para não quebrar, quando o perde ou estraga vai chorando para a mãe, e o guarda para o resto da vida por ter sido o mais interessante e sonhado brinquedo de sua infância.
No meio de toda essa bagunça, está na hora de reorganiza-los e fechar a caixinha e esconde-la novamente longe de olhos fascinados que não saibam como brincar. Deixar os meus sonhos apenas para mim, e pra quem os puder realizá-los.
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